O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) e o Conselho Nacional do Ministério Público se encontraram durante esta semana para tratar sobre o Sistema Penitenciário Acreano. As atividades foram realizadas durante a quarta, 24, e a quinta-feira, 25, na capital acreana.
No primeiro dia de encontro, as autoridades se reuniram na sede do Ministério Público do Estado, onde discutiram a situação geral do Sistema Prisional Acreano e a atuação dos órgãos de execução penal do Ministério Público local no tocante ao Sistema.
Presidente do Iapen e Policiais penais reunidos com Ministério Público. Foto Clébson Vale/Iapen
O Conselheiro Nacional do Ministério Público, Jaime Miranda, que preside a Comissão do Sistema Prisional, Controle Interno e Atividade Policial e Segurança Pública, disse que sua vinda ao estado, além de trazer a discussão sobre a situação do Sistema Penitenciário do Acre, tem o objetivo de conhecer as boas práticas e, também, dificuldades locais.
Diretoria do Iapen e Polícia Penal na sede do Ministério Público do Acre. Foto: Clébson Vale/Iapen
Durante fala, o procurador de Justiça Danilo Lovisaro, ressaltou as mudanças importantes feitas no sistema penitenciário, após a rebelião, elogiou e agradeceu a demonstração de comprometimento do Iapen e falou sobre a importância da interação entre os órgãos.
Comitiva do Ministério Público e Polícia Penal, durante visita ao Complexo Penitenciário de Rio Branco. Foto: Clébson Vale/Iapen
Após a reunião, as autoridades seguiram para o Complexo Penitenciário de Rio Branco, onde puderam conhecer, de perto, como funciona a rotina na penitenciária. No primeiro dia, o grupo fez visita à Unidade de Regime Fechado (URF) e ao Presídio Feminino. No segundo dia, a caravana conheceu a Unidade de Monitoramento Eletrônico de Presos (Umep) e o Presídio Antônio Amaro Alves, onde cada ambiente foi olhado com atenção.
Conselheiro Nacional Jaime Miranda, caminha com caravana pelo presídio Antônio Amaro Alves. Foto Clébson Vale/Iapen
O conselheiro do CNMP lembrou a rebelião, em julho do ano passado, no Acre, e disse que, por isso, iniciou-se um procedimento de acompanhamento de tudo o que aconteceu, tanto do Ministério Público, como de todas as atividades de uma forma geral. “A gente entendeu que era conveniente visitar o Acre cinco, seis meses após, para ver o que levou à crise, como ela foi administrada e qual a solução que existe hoje. A nossa impressão sobre o trabalho desenvolvido hoje é boa, embora a gente entenda que ainda tem algumas melhorias que devem ser feitas. Ao final dessa visita a gente faz um relatório daquilo que a gente encontrou, sempre com o objetivo de melhorar o sistema”, afirmou Jaime Miranda.
Equipes do Iapen e Ministério público, reunida no segundo dia de visitas aos presídios de Rio Branco. Foto: Crislei Souza/Iapen
Alexandre Nascimento, presidente do Iapen, avalia a vinda do CNMP ao acre como positiva e disse que a visita do Conselheiro é motivo de muita alegria para todos, com o reconhecimento das ações que já foram realizadas. “A gente vê isso aí com bons olhos, tendo em vista que o olhar do Ministério Público, o olhar do Conselho Nacional de Justiça não é um olhar somente de crítica, é um olhar de perspectivas positivas para avanços futuros. Então a gente enaltece aqui a participação, a presença não só do Conselheiro, mas dos representantes do Ministério Público do Acre, do doutor Tales Tranin, doutor Rodrigo Curte e demais autoridades que estiveram presentes na reunião”, finalizou o presidente.
O Jornal Folha do Juruá acredita no Jornalismo comprometido com a verdade dos fatos e com a ética, trazendo sempre os principais fatos de Juruá e região, além dos destaques nacionais e da mídia.
A deputada estadual Maria Antonia (PP) voltou a chamar atenção para os problemas de segurança enfrentados por moradores da zona rural de Acrelândia. Por meio de uma indicação apresentada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a parlamentar solicitou ao Governo do Estado o reforço das ações policiais no Ramal do Bigode, localizado no Km 86 da BR-364.
O pedido encaminhado ao Executivo estadual inclui atuação da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e da Polícia Civil, com foco na intensificação das investigações e no aumento das medidas de segurança na comunidade rural.
Segundo a deputada, moradores denunciam uma sequência de furtos, invasões e atos de vandalismo registrados nos últimos meses. A situação tem gerado preocupação entre as famílias da região, principalmente devido à frequência dos crimes durante o período noturno.
Na justificativa do documento, Maria Antonia afirma que a população vive sob constante sensação de insegurança e cobra respostas mais rápidas das autoridades competentes. A parlamentar defende que o fortalecimento do policiamento e das investigações é fundamental para identificar os autores dos crimes e reduzir os casos registrados no local.
Publicidade
A indicação foi protocolada na Aleac sob o número 492/2026 e apresentada oficialmente durante sessão legislativa realizada em maio deste ano.
Em entrevista ao jornalismo da TV5 nesta sexta-feira, 8, o advogado Ruan de Mesquita Amorim, padrasto do adolescente de 13 anos responsável pelo ataque que matou duas servidoras do Instituto São José, em Rio Branco, afirmou estar “destruído” emocionalmente e negou ter ameaçado qualquer integrante da escola antes da tragédia ocorrida na última terça-feira, 5.
Durante a entrevista, Ruan afirmou que nunca entrou no Instituto São José e rebateu informações de que teria procurado uma das vítimas ou feito ameaças à coordenação da unidade escolar. “Eu nunca adentrei naquele estabelecimento, eu nunca ultrapassei os limites daquele muro, daquele colégio. Estou em estado de choque mais uma vez. Se vocês buscarem os registros das câmeras de segurança, vão ver que eu nunca entrei naquele local”, declarou.
O advogado ressaltou que não tinha legitimidade para tratar de questões escolares do adolescente, já que não era o pai biológico do jovem. “Eu não sou parte legítima para ter essa ação. Eu não posso chegar na escola e reclamar de um filho que não é meu. Qual a lógica que eu teria de chegar e ameaçar a coordenadora? Isso é irracional”, afirmou.
Segundo Ruan, ele desconhecia qualquer relato de bullying ou sofrimento psicológico envolvendo o adolescente. De acordo com ele, o enteado mantinha comportamento tranquilo dentro de casa e nunca apresentou sinais de agressividade.“Ele era uma pessoa obediente, tranquila, não apresentava nenhum tipo de sinal de sofrimento. Nunca reclamou da escola, nunca falou sobre bullying ou qualquer outro problema. A gente não tinha como agir porque não tinha conhecimento de nenhuma situação”, disse.
Publicidade
O advogado também confirmou que a pistola calibre .380 usada no ataque era de sua propriedade legal e afirmou que a arma ficava guardada em um quarto trancado.“Estava no meu quarto, com o quarto trancado. Religiosamente trancado todas as vezes que saíamos de casa. Até hoje eu não sei como ele teve acesso à arma”, declarou.
Ruan relatou ainda que, após tomar conhecimento do ataque, correu até a escola acreditando inicialmente que o adolescente pudesse ser uma das vítimas.“Quando fui me aproximando, vi a movimentação e soube que tinha ocorrido um ataque. Ainda assim, não acreditava que tivesse sido ele. Imaginei que ele fosse vítima. Fui desesperado buscar informações”, contou.
Segundo ele, desde os primeiros momentos colaborou com as autoridades policiais e autorizou espontaneamente buscas em sua residência.“Eu não tinha o que esconder. Fiz questão de abrir minha casa para a polícia. O quarto estava trancado exatamente como eu havia deixado”, afirmou á reportagem.
O advogado disse ainda que acompanha o caso à disposição da Justiça e reforçou solidariedade às famílias das vítimas.“Eu sei que o sofrimento maior é das famílias que perderam seus entes queridos, mas eu também estou sofrendo. Queria ter o poder de ter feito alguma coisa para evitar isso. Nada justifica o que aconteceu”, declarou.
Ao final da entrevista, Ruan afirmou que espera o esclarecimento completo do caso e pediu fé às famílias atingidas pela tragédia.“É uma tragédia que fugiu do controle de todos. Peço que as famílias se apeguem com Deus e tenham fé. Todos estão sofrendo com isso”, concluiu.
A Justiça decretou na manhã desta quinta-feira, 07, a internação provisória do adolescente investigado pelo ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco (AC). A decisão foi tomada após audiência realizada nesta manhã.
Conforme informações apuradas pelo jornalista Marcos Venicios, do ac24horas, a medida terá prazo máximo de 45 dias, período em que o processo deverá ser concluído e sentenciado.
Com a decisão judicial, o próximo passo será a fase de instrução processual. Nesta etapa, deverão ser ouvidas testemunhas, além do próprio adolescente, para esclarecimentos sobre o caso.
Ao final do processo, a Justiça poderá aplicar medida socioeducativa de internação por tempo indeterminado, limitada ao período máximo de três anos, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A legislação também determina reavaliações obrigatórias a cada seis meses.
Publicidade
Quatro pessoas foram atingidas por disparos de armas de fogo, no início desta terça-feira (5), após um ataque no colégio Instituto São José, em Rio Branco, no Acre. O menor, de 13 anos, que efetuou os disparos já foi identificado, assumiu a autoria dos disparos e encontra-se sob a custódia do Estado, juntamente com a arma utilizada.
Segundo o Governo do Acre, três funcionárias e um aluno foram atingidos. Duas profissionais morreram no local, e as outras vítimas foram encaminhadas ao Pronto-Socorro da capital.
Deixe o Seu Comentário