O governo do Acre segue realizando entregas de equipamentos para melhorar a infraestrutura dos servidores da Segurança Pública no estado. Na manhã desta segunda-feira, 23, o governador Gladson Cameli prestigiou a inauguração da base do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), além de realizar outras entregas importantes à pasta.
O evento aconteceu no Centro Integrado de Ensino e Pesquisa (Cieps), em Rio Branco. O Departamento de Estrada de Rodagens do Acre (Deracre), contribuiu com a homologação do aeródromo, nos serviços de terraplanagem, pintura e sinalização vertical, construiu um novo estande de tiro, balizamento noturno e a pavimentação asfáltica das vias no local.
“O Ciopaer, durante a pandemia, salvou centenas de vidas. Hoje criamos condições para que continuem realizando esse serviço, por isso já adquirimos mais uma aeronave e vamos iniciar a construção de uma base aérea em Cruzeiro do Sul”, declarou o governador Gladson Cameli.
Governador lembrou as vidas salvas pelo Ciopaer na pandemia. Foto: Diego Gurgel/Secom
O valor investido na reforma da sede do Ciopaer, que inclui um centro administrativo, foi de R$ 311.913 mil, e foi realizada com recursos provenientes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Já o hangar e heliponto contaram com recursos próprios do Estado, no valor de R$ 596,493 mil.
Coronel José Américo Gaia, secretário de Justiça e Segurança Pública, observou que um hangar em Cruzeiro do Sul vai ser construído. Também serão adquiridas outras duas aeronaves. Foto: Diego Gurgel/Secom
“Entregamos hoje a academia do Cieps, o hangar do Ciopaer, materiais e viaturas. Valorizamos os nossos servidores públicos, e investimos na segurança. O Ciopaer vai atender a população via Samu, e também realizará fiscalização de crimes transfronteiriços e vigilância ambiental”, falou o coronel José Américo Gaia, secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública.
Mais de 28 policiais militares, civis e bombeiros compõem os quadros do Ciopaer. Foto: Diego Gurgel/Secom
No evento, também foi entregue a reforma da academia do Cieps. Nessa obra foram empregados recursos provenientes do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), do Ministério da Justiça, no valor de R$ 400 mil. A academia recebeu equipamentos de última geração para a prática de exercícios físicos, com o objetivo de aumentar a performance dos operadores de segurança.
Alexandre Vasconcelos, coordenador em exercício da instituição. Foto: Diego Gurgel/Secom
O coordenador em exercício do Ciopaer, Alexandre Vasconcelos, observou a importância da instituição para a segurança pública.
“Desde 2009 atuávamos em uma base no aeroporto. Agora temos um hangar novo e próprio, posicionado em um local estratégico para atendimento rápido de ocorrências”, contou.
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Governador inaugurou também a academia do Cieps, uma das mais bem estruturadas do estado. Foto: Diego Gurgel/Secom
Outra entrega importante, para melhorar o serviço público, é a de diversos equipamentos de musculação, também com recursos do Ministério da Justiça, no valor de R$ 1,2 milhão em maquinário de academia, para reforçar as unidades do interior do estado.
Operadores de segurança pública já utilizam os equipamentos da academia. Foto: Diego Gurgel/Secom
O governo federal tem sido um grande parceiro do Estado do Acre. Inclusive, em visita a Brasileia, o ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou um repasse de R$ 91 milhões do FNSP, para reforço da segurança pública.
Academia do Cieps é uma das mais bem equipadas do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom
O ministério enviou ainda recursos para a aquisição de dois micro-ônibus, que também foram entregues na solenidade. Um deles vai atender ao Programa Acre Pela Vida, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), e o outro vai atender ao Cieps. O valor de cada veículo foi de R$ 700 mil, em recursos destinados do FNSP.
Governador parabenizou os bombeiros que ficaram em segundo lugar em competição, e recebeu uma homenagem. Foto: Diego Gurgel/Secom
Outro investimento foi a entrega de duas viaturas ao Ciopaer, no valor de R$ 500 mil, e uma van, que vai atender ao Centro Integrado de Apoio Biopsicossocial (Ciab), no valor de R$ 700 mil.
Militares poderão se exercitar com qualidade. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom
Na ocasião, o governador recebeu a equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre (CBM/AC), que conquistou o segundo lugar geral no Bombeiro de Aço, a maior competição de bombeiros da América Latina.
O que disseram
“É evidente o trabalho que o governo vem realizando para fortalecer a segurança pública e valorizar os servidores” – deputado estadual Eduardo Ribeiro.
“Coloco meu mandato à disposição para continuar apoiando o Estado no investimento em segurança. O trabalho desenvolvido para fortalecer o Sistema Integrado de Segurança Pública é essencial para o Acre” – deputado federal Ulysses Araújo.
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A deputada estadual Maria Antonia (PP) voltou a chamar atenção para os problemas de segurança enfrentados por moradores da zona rural de Acrelândia. Por meio de uma indicação apresentada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a parlamentar solicitou ao Governo do Estado o reforço das ações policiais no Ramal do Bigode, localizado no Km 86 da BR-364.
O pedido encaminhado ao Executivo estadual inclui atuação da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e da Polícia Civil, com foco na intensificação das investigações e no aumento das medidas de segurança na comunidade rural.
Segundo a deputada, moradores denunciam uma sequência de furtos, invasões e atos de vandalismo registrados nos últimos meses. A situação tem gerado preocupação entre as famílias da região, principalmente devido à frequência dos crimes durante o período noturno.
Na justificativa do documento, Maria Antonia afirma que a população vive sob constante sensação de insegurança e cobra respostas mais rápidas das autoridades competentes. A parlamentar defende que o fortalecimento do policiamento e das investigações é fundamental para identificar os autores dos crimes e reduzir os casos registrados no local.
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A indicação foi protocolada na Aleac sob o número 492/2026 e apresentada oficialmente durante sessão legislativa realizada em maio deste ano.
Em entrevista ao jornalismo da TV5 nesta sexta-feira, 8, o advogado Ruan de Mesquita Amorim, padrasto do adolescente de 13 anos responsável pelo ataque que matou duas servidoras do Instituto São José, em Rio Branco, afirmou estar “destruído” emocionalmente e negou ter ameaçado qualquer integrante da escola antes da tragédia ocorrida na última terça-feira, 5.
Durante a entrevista, Ruan afirmou que nunca entrou no Instituto São José e rebateu informações de que teria procurado uma das vítimas ou feito ameaças à coordenação da unidade escolar. “Eu nunca adentrei naquele estabelecimento, eu nunca ultrapassei os limites daquele muro, daquele colégio. Estou em estado de choque mais uma vez. Se vocês buscarem os registros das câmeras de segurança, vão ver que eu nunca entrei naquele local”, declarou.
O advogado ressaltou que não tinha legitimidade para tratar de questões escolares do adolescente, já que não era o pai biológico do jovem. “Eu não sou parte legítima para ter essa ação. Eu não posso chegar na escola e reclamar de um filho que não é meu. Qual a lógica que eu teria de chegar e ameaçar a coordenadora? Isso é irracional”, afirmou.
Segundo Ruan, ele desconhecia qualquer relato de bullying ou sofrimento psicológico envolvendo o adolescente. De acordo com ele, o enteado mantinha comportamento tranquilo dentro de casa e nunca apresentou sinais de agressividade.“Ele era uma pessoa obediente, tranquila, não apresentava nenhum tipo de sinal de sofrimento. Nunca reclamou da escola, nunca falou sobre bullying ou qualquer outro problema. A gente não tinha como agir porque não tinha conhecimento de nenhuma situação”, disse.
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O advogado também confirmou que a pistola calibre .380 usada no ataque era de sua propriedade legal e afirmou que a arma ficava guardada em um quarto trancado.“Estava no meu quarto, com o quarto trancado. Religiosamente trancado todas as vezes que saíamos de casa. Até hoje eu não sei como ele teve acesso à arma”, declarou.
Ruan relatou ainda que, após tomar conhecimento do ataque, correu até a escola acreditando inicialmente que o adolescente pudesse ser uma das vítimas.“Quando fui me aproximando, vi a movimentação e soube que tinha ocorrido um ataque. Ainda assim, não acreditava que tivesse sido ele. Imaginei que ele fosse vítima. Fui desesperado buscar informações”, contou.
Segundo ele, desde os primeiros momentos colaborou com as autoridades policiais e autorizou espontaneamente buscas em sua residência.“Eu não tinha o que esconder. Fiz questão de abrir minha casa para a polícia. O quarto estava trancado exatamente como eu havia deixado”, afirmou á reportagem.
O advogado disse ainda que acompanha o caso à disposição da Justiça e reforçou solidariedade às famílias das vítimas.“Eu sei que o sofrimento maior é das famílias que perderam seus entes queridos, mas eu também estou sofrendo. Queria ter o poder de ter feito alguma coisa para evitar isso. Nada justifica o que aconteceu”, declarou.
Ao final da entrevista, Ruan afirmou que espera o esclarecimento completo do caso e pediu fé às famílias atingidas pela tragédia.“É uma tragédia que fugiu do controle de todos. Peço que as famílias se apeguem com Deus e tenham fé. Todos estão sofrendo com isso”, concluiu.
A Justiça decretou na manhã desta quinta-feira, 07, a internação provisória do adolescente investigado pelo ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco (AC). A decisão foi tomada após audiência realizada nesta manhã.
Conforme informações apuradas pelo jornalista Marcos Venicios, do ac24horas, a medida terá prazo máximo de 45 dias, período em que o processo deverá ser concluído e sentenciado.
Com a decisão judicial, o próximo passo será a fase de instrução processual. Nesta etapa, deverão ser ouvidas testemunhas, além do próprio adolescente, para esclarecimentos sobre o caso.
Ao final do processo, a Justiça poderá aplicar medida socioeducativa de internação por tempo indeterminado, limitada ao período máximo de três anos, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A legislação também determina reavaliações obrigatórias a cada seis meses.
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Quatro pessoas foram atingidas por disparos de armas de fogo, no início desta terça-feira (5), após um ataque no colégio Instituto São José, em Rio Branco, no Acre. O menor, de 13 anos, que efetuou os disparos já foi identificado, assumiu a autoria dos disparos e encontra-se sob a custódia do Estado, juntamente com a arma utilizada.
Segundo o Governo do Acre, três funcionárias e um aluno foram atingidos. Duas profissionais morreram no local, e as outras vítimas foram encaminhadas ao Pronto-Socorro da capital.
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